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January 06
JOÃOZINHO E O DRAGÃO:

Um menino pobre, abandonado pelos pais, vivia a beira de um castelo recolhendo restos de comida que sobrava das tavernas. Todos que o viam, logo o expulsavam para não causar transtorno atrapalhando os fregueses que por ali passavam para alimentar-se.
Joãozinho como era conhecido por ali morava em uma caverna próximo o castelo junto de um velho escudeiro que muito lutou para defender o rei que já havia falecido, mas o novo rei não tendo conhecimento disso deixou o velho escudeiro abandonado vivendo como mendigo na caverna.
Todos os dias pelas manhãs Joãozinho era treinado pelo velho escudeiro no manejo de todo os tipos de armas que ele conhecia.
Passaram alguns anos, o menino já estava homem forte, valente e treinado em todos os tipos de lutas com armas que existiam na época.
Naquele reino, todos os finais do ano, uma enorme tristeza pairava sobre todos. Havia um enorme dragão que furioso invadia a cidade e só saia quando se alimentava de alguma coisa, um ser humano ou um animal qualquer.
O conselheiro do rei sempre a instigando oferecer todos os finais dos anos uma das suas filhas em sacrifício ao dragão dizendo ele que só assim abrandava a fúria do dragão. Mas isso nada adiantava o dragão continuava devorando as pessoas e animais do reino.
Joãozinho soube do ocorrido resolveu ir ter com rei e oferecer seus trabalho e proteção ao reino.
O pobre rei estava prostrado sobre a terra lamentando sua sorte por ter que dar mais uma de suas filhas para ser devorada pelo terrível dragão. Joãozinho aproxima do rei e diz:
▬Majestade, eis aqui o seu servo, para lhe ajudar.
O rei envergonhado pela situação que se encontrava disse ao jovem:
▬ Como se atreve soldado, perturbando o descanso do rei?
▬ Acalme-se majestade eu só quero ajudar.
▬ Como poderá ajudar valente soldado. Todos os anos têm que sacrificar uma das minhas filhas a esse terrível dragão e nunca está satisfeito, por pior está é minha única filha. O que será do deste reino?
▬ Majestade não se apavore, posso ajudar a parar com tudo isto.
▬ Como meu jovem? Já enviei vários dos meus soldados e se quer voltou um. Foram devorados por esse maldito dragão.
▬ sou ainda jovem, mas sou treinado em todas as artes de lutas que existem, prometo ao senhor que enfrentarei este maldito dragão.
▬Meu jovem fará um contrato e assinarei, se voltar vivo casará com minha filha e tornará o futuro rei deste reino.
▬Está bem majestade, irei à procura da besta fera.
O rei já havia feito varias propostas como aquela, mas nunca voltou ninguém para cobrar o acordo tratado e não era aquela vez que teria que cumprir com sua palavra.
Continuou o rei ali prostrado implorando misericórdia aos deuses até chegar o momento de oferecer a ultima filha ao dragão.
O jovem guerreiro adentrou caverna adentro a procura do dragão e de repente viu ao longe duas enormes tochas avermelhadas, sacou da espada, preparou seu escudo de bronze caminhando mais próximo do dragão.
Aquela enorme fera vendo o guerreiro ao longe bradou:
▬ O que quer aqui em meu sossego idiota, quer ser devorado como aqueles outros que aqui já vieram e serviram de banquete para mim.
Joãozinho reluzindo sua espada de prata insultou o dragão dizendo:
▬Dragão idiota, tem comido soldados inexperientes, hoje mesmo levarei sua cabeça de troféu ao rei e casarei com a princesa e serei o futuro rei deste reino.
O dragão soltou uma enorme rajada de fogo que sapecou quase todos os cabelos louros de Joãozinho, mas nada disso o amedrontou, continuou chegando mais perto do dragão.
Quando o jovem estava bem próximo do dragão, escondeu atrás de uma pedra, lançando a espada em um reflexo solar que saia em uma das frestas da caverna. O dragão lançou-se sobre a luz achando que era a espada de Joãozinho e ai foi o momento do guerreiro saltar sobre o dragão, decepando sua enorme cabeça. O jovem tentou arrastar a cabeça do dragão para levar até o rei mais não conseguiu, porque era muito grande e pesada. Voltou para o palácio para dar as boas novas ao rei e buscar soldados para levar a cabeça do dragão.
Naquele instante estava o rei esperando só a noticia que o dragão havia feito um banquete do novo aventureiro. Mas por ironia do destino, de repente ouviu-se um tumulto a boca da caverna, lá vinha o jovem guerreiro e futuro rei saindo da caverna banhado de sangue do dragão bradando sua espada e seu escudo para o alto feliz da vida.
O rei atônito e apavorado quer-se conseguiu levantar-se se arrastou até o jovem começando a apalpar seus cabelos e sua veste bradou em alta voz, viva o novo rei, viva o novo rei.
A jovem rainha, correndo lançou nos braços de Joãozinho por ter salvado sua vida, casaram-se e nunca mais apareceu nem um dragão que o rei Joãozinho não o matasse.
Autor: João do Rozario Lima July 23
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A importância da avaliação no ensino fundamental
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Resumo: Este artigo tem por objetivo levar os educadores a refletirem sobre a abordagem do sistema de avaliação do ensino e aprendizagem nas instituições escolares públicas e privadas a perceberem que não podem simplesmente medir e transformar de zero a cem a aprendizagem dos educandos. Para tanto utilizamos a pesquisa bibliográfica. Palavras – chave: Educação, Avaliação Escolar, Ensino – Aprendizagem.
1 . INTRODUÇÃO A educação brasileira tem como grande desafio dentro do contexto da atualidade promover a aprendizagem de todos os alunos e lhes assegurar uma trajetória de sucesso. Esta trajetória só será possível se o aspecto pedagógico tido como central passar a fazer parte de uma gestão que priorize formas de pensar, sentir e atuar para garantir a permanência do aluno na sala. Nessa perspectiva torna-se fundamental a constituição de um conceito de avaliação escolar que atenda às necessidades de escolarização das camadas populares, porque são elas que mais têm sofrido como o modelo de escola atual. E, se o movimento amplo da sociedade impõe um novo tipo de escola, impõe, também, a necessidade de um novo referencial para a constituição dos processos de avaliação. Questionam-se, assim, os processos de avaliação da aprendizagem dos alunos que estão, usualmente, centrados num desempenho cognitivo, sem referência a um projeto político-pedagógico de escola, e, ainda, o sentido das avaliações escolares que se têm direcionado, especialmente, para o ato de aprovar ou reprovar os alunos. Há diversas modalidades de avaliação que podem ser empregadas na escola, dependendo do que se pretende verificar. As formas de avaliação que, atualmente, parecem ser mais freqüentemente empregadas nas escolas são a prova escrita, os trabalhos em grupo, a auto-avaliação que alguns professores convidam seus alunos a fazerem sobre o seu próprio desempenho e a avaliação. Porém, a prova escrita, já que essa parece ser, ainda, o principal instrumento de avaliação empregado pela maioria das escolas.
2 . O PROFESSOR E AS FORMAS DE SE AVALIAR Tudo vai depender da maneira como são propostas as questões. Se a intenção não for apenas a de verificar quantas informações o aluno "guardou em sua cabeça", mas sim a de perceber como o aluno está aproveitando tudo o que ele aprendeu durante as aulas, para compreender os temas estudados no curso e para resolver problemas propostos pela disciplina estudada, então a prova pode ser um bom momento para professores e alunos efetuarem uma revisão de tudo o que foi – ou deveria ter sido aprendido – e perceberem o que ainda pode ser melhorado. Uma boa alternativa é permitir que os alunos re-elaborem as questões da prova nas quais não conseguiram um bom resultado, de modo que possam recuperar as falhas anteriores. A prova operatória constitui um instrumento de avaliação que corresponde a uma nova oportunidade dada ao aluno para ampliar o seu conhecimento sobre uma determinada matéria. É possível avaliar os alunos mediante a aplicação de provas sem que essa atividade seja, apenas, uma tarefa burocrática, a qual rouba dos professores e alunos tempo preciosos que poderia estar sendo dedicado ao desenvolvimento do ensino e do aprendizado. Para eles, uma prova pode ser considerada operatória quando:
Longe de ser mecânicos questionários, testes ou exercícios, for um momento a mais para o aluno viver internamente a construção ou reconstrução de conceitos ao longo do caminho da aprendizagem. Ou seja, um momento de aprendizagem, (HOFFMAN, 1994, p. 34).
Além de explicitarem os objetivos e as ações que devem ser cumpridos pela realização de uma prova, os autores desenvolvem a proposta no sentido de torná-la mais clara. As questões referem-se a temas atuais que tenham relevância para a compreensão do mundo, contribuindo para a reflexão do aluno sobre contexto histórico em que vive. O aluno que se vê convidado a refletir sobre o mundo que o cerca sente que não está respondendo a uma questão apenas porque o professor quer assim, mas percebe a importância do estudo de cada disciplina específica para o conhecimento de uma realidade da qual ele próprio faz parte. Sendo assim, a avaliação escolar deve permitir verificar não apenas a retenção de informações sobre a matéria pelo aluno, mas, principalmente, se os alunos estão sendo capazes de utilizar aquilo que aprenderam a partir dos exemplos dados pelo professor na compreensão de casos análogos. Segundo Demo (1996)
Avaliamos o êxito de qualquer ensino não pela capacidade de reprodução que o aluno tem do que lhe foi apresentado como informação ou caso exemplar, mas pela sua capacidade de construir soluções próprias a novos problemas, ainda que para isso ele recorra àquilo que lhe foi colocado como caso exemplar, ou seja, que ele lance mão das ‘soluções canônicas’ que lhe foram apresentadas.(p.186).
Para dar um exemplo, não podemos ter certeza de que um aluno aprendeu um novo idioma apenas ao verificar que reproduziu um texto escrito em alemão, pois, para tal basta ter boa coordenação e prestar atenção na tarefa. Evidentemente, contudo só poderemos dizer que uma pessoa aprendeu alemão quando observamos que ela é capaz de criar um novo texto em alemão e não apenas copiar. Ao avaliar as competências dos alunos é preciso definir adequadamente os objetivos que o aluno deve alcançar e levar em consideração ainda uma distinção no que se refere à correção para o aprendizado de informações. A modalidade diagnóstica consiste na sondagem, projeção e retrospecção das situações dos desenvolvimentos do aluno, permitindo constatar as causas de repetidas dificuldades de aprendizagem. Quando os objetivos não forem atingidos, são retomados e elaboram-se novas estratégias para que se efetue a produção do conhecimento.Segundo Sant'anna (1999). Esta modalidade deve ser feita no início de cada ciclo de estudos através de uma reflexão constante, crítica e participativa.(p.124). A avaliação possui três funções de fundamental importância para o processo educativo como diagnosticar, controlar e classificar. A função diagnóstica tem como objetivo identificar, analisar as causas de repetidas incapacidades na aprendizagem, evidenciando dificuldades em seu desempenho escolar, sendo que a função formativa ou de controle tem a finalidade de localizar, apontar as deficiências, insuficiências no decorrer do processo educativo, na qual os instrumentos deverão estar de acordo com os objetivos a serem atingidos. Quanto à função classificatória podemos dizer que frente a este contexto, o professor deve desenvolver o papel de problematizador, ou seja, problematizar as situações de modo a fazer o aluno, ele próprio construir o conhecimento sobre o tema abordado de acordo com o contexto histórico social e político o qual está inserido, buscando a igualdade entre educador-educando, onde ambos aprendem, trocam experiências e aprendizagens no processo educativo, uma vez que "não há educador tão sábio que nada possa aprender, nem educando tão ignorante que nada possa ensinar” (BECKER, 1997, p.147). Esse fato vem comprovar a interação do aluno no processo de ensino-aprendizagem em que cada um tem a ensinar para o outro, sendo que a avaliação é um elo entre a sociedade, as escolas e os estudantes. É necessário que ocorra uma conscientização de todos estes segmentos, onde a avaliação deve ser repensada para que a qualidade do ensino não fique comprometida, tendo o cuidado nas influencias nas histórias da vida do aluno e do próprio professor para que não haja, mesmo inconscientemente, a presença do autoritarismo e da arbitrariedade que a perspectiva construtivista tanto combate. Segundo Hoffmann (1.993).
Avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação - reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este devem propiciar ao aluno em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas.(p.134).
A avaliação escolar é um processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente quanto aos dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da produção humana. Segundo Luckesi (1995).
O ato de avaliar tem, basicamente, três passos: Conhecer o nível de desempenho do aluno em forma de constatação da realidade. Comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo. (qualificação)-Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.(p,148).
Neste sentido, é essencial definir critérios onde caberá ao professor listar os itens realmente importantes, informá-los aos alunos sem uma necessidade, pois a avaliação só tem sentido quando é contínua, provocando o desenvolvimento do educando. O importante é que o educador utilize o diálogo como fundamental eixo norteador e significativo papel da ação pedagógica. Freire argumenta que:
O diálogo é a confirmação conjunta do professor e dos alunos no ato comum de conhecer e reconhecer o objeto de estudo. Então, em vez de transferir o conhecimento estaticamente, como se fosse fixa do professor, o diálogo requer uma aproximação dinâmica na direção do objeto. (P. 125).
O diálogo é visto como uma concepção dialética de educação, pois se supera tanto o sujeito passivo da educação tradicional, quanto o sujeito ativo da educação nova em busca de um sujeito interativo. Faz-se necessário ao educador o comprometimento como profissional durante as suas inter-relações em que o compromisso não pode ser um ato passivo, mas sim a inserção da práxis na prática educativa de professor e aluno. Freire (1999), afirma que:
Se a possibilidade de reflexão sobre si, sobre seu estar no mundo, associada indiscutivelmente à sua ação sobre o mundo, não existe no ser, seu estar no mundo se reduz a um não poder transpor os limites que lhe são impostos pelo próprio mundo, do que resulta que este ser não é capaz de compromisso. É um ser imerso no mundo, no seu estar, adaptado a ele e sem ter dele consciência. (p. 123).
Por conseguinte, a avaliação qualitativa deve estar alicerçada na qualidade do ensino e pode ser feita para avaliar o aluno como um todo no decorrer do ano letivo, observando a capacidade e o ritmo individual de cada um. Desta forma, para haver uma avaliação qualitativa e não classificatória deve acontecer uma mudança nos paradigmas de ensino em relação à democratização do excesso da educação escolar e com isso haverá uma qualidade de ensino do educando onde acontecerá um sentido de evolução produtiva nos processos avaliativos. A auto-avaliação deve estar presente em todos os momentos da vida, uma vez que é o ato de julgar o próprio desempenho de aluno e professores. O educador deve se auto-avaliar, revendo as metodologias utilizadas na sua prática pedagógica. E a auto-avaliação do aluno para avaliar o professor deve servir como subsídio para a sua própria auto-avaliação, momento este que servirá para refletir sobre a relação e interação entre educando e educador. Portanto, o professor deve utilizar instrumentos avaliativos vinculados à necessidade de dinamizar, problematizar e refletir sobre a ação educativa / avaliativa da instituição. Propicia, portanto, condições para o aluno refletir sobre si mesmo e o que tem construído ao longo da vida. Uma grande questão é que avaliar envolve valor, e valor envolve pessoas. Quando se avalia uma pessoa, se envolve por inteiro – o que se sabe, o que sente, o que se conhece desta pessoa, a relação que se tem com ela. E é esta relação que o professor acaba criando com seu aluno. Então, para que ele transforme essa sua prática, algumas concepções são extremamente necessárias. O sentimento de compromisso em relação àquela pessoa com quem está se relacionando e reconhecê-la como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno, principalmente quando percebe nele, dificuldades oriundas e distúrbios mentais ou sensoriais.
3 . FATORES QUE PODEM AFETAR A APRENDIZAGEM E PREJUDICAR A AVALIAÇÃO. O sistema nervos comanda todos os outros sistemas do nosso corpo. Por esse motivo, ele interfere em várias atividades humanas, especialmente no campo da aprendizagem. Muitos distúrbios neurológicos podem atingir tanto crianças quanto adultos, causando problemas de fala, de locomoção, de memória, do próprio funcionamento do cérebro (raciocínio) etc. Esses distúrbios prejudicam qualquer tipo de aprendizagem. Devemos reconhecer as inúmeras diferenças, entendê-las e respeitá-las. Percebe-se que em todas as Escolas, em todas as séries, encontram-se alunos com problemas de aprendizagem, agressividade e com pouca estimulação para estudar. Estes alunos, muitas vezes são discriminados e apontados como alunos problemas. São alunos que algum momento apresentaram problemas em seu desempenho escolar, e nada foi feito ou muito pouco para compensar o que não aprenderam. Para a Escola, às vezes representam casos perdidos, que quanto mais rotulados mais problemas representam. Segundo Fernandez (1991).
Uma mensagem que precisa ser decodificada pelo professor é uma mensagem que a criança emite, como um grito de desespero de incompreensão do que acontece; é um pedido falido de ajuda, (p.136).
O trabalho pedagógico deveria partir de uma auto-avaliação do professor quanto a sua postura. Quais são seus anseios, suas metas, suas frustrações? Após olhar para bem dentro de si, só então, é que o educador pode olhar para o aluno como mediador, não só de conhecimento, mas também de carinho, compreensão e ajuda mútua. Ser professor não é só passar conteúdos, mas ajudar na formação para se tornar um cidadão feliz. O potencial de cada criança deve se buscar inesgotavelmente e expandir este potencial por intermédio de uma orientação individualizada de acordo com a capacidade de cada um. Toda criança possui um potencial pronto para ser expandido, pois é seres que se desenvolvem continuamente. Um dos principais objetivos do professor e dos pais é de instigar o interesse e o amor da criança pelos estudos. Se a criança não for motivada não terá interesse em aprender. É preciso dar-lhe o empurrão inicial, colocá-la em movimento, transmitir-lhe animo. De acordo com as características individuais dos alunos, o professor poderá definir os tipos de testes de prontidão a que eles deverão ser submetidos para atingir um bom nível inicial de aprendizagem assim estará evitando futuros distúrbios de aprendizagem. Por isso, cada caso deve ser avaliado particularmente, incluindo na avaliação o entorno familiar e escolar. "Distúrbio neurológico" misterioso e não-detectável. . . 4.CONSIDERAÇÕES FINAIS Após termos estudado e pesquisado sobre este assunto ‘’ A Importância da Avaliação no Ensino Escolar’’, foi possível deparar com dados realmente preocupantes referente à educação, concernente à avaliação da aprendizagem em nosso Brasil, e principalmente nas escolas onde os professores se encontram distantes do acesso à Universidade para poderem capacitar-se, dando seguimento na busca de conhecimento para melhor aprender avaliar a fim de não prejudicar os seus alunos. É preciso levar a sério a Educação. E isto só se faz através da prática construtiva. É necessário refletir na atual situação em que se encontra a Educação, e tornar-nos consciente, tomando algumas medidas para melhor saber desenvolver os conteúdos educacionais, usando formas coerentes para melhorar o sistema de avaliação de nosso país, para que nossos educandos sejam no futuro verdadeiros cidadãos conhecedores, participantes e formadores de consciência concernentes à cidadania ao seu papel como cidadão. As formas de avaliação tradicionais usadas em nosso país têm tomado rumo desastroso em nossas escolas e promovido números assustadores de evasão, A Educação é um direito que deve ser assegurado a todos, através de ações desenvolvidas pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade. Mas nem sempre esses direitos são respeitados. Assim, os gestores e professores devem amenizar os problemas da evasão nas instituições brasileiras, trabalhando diretamente com a sociedade e os pais dos alunos evadidos, conscientizando-os da necessidade da permanência de seus filhos na Escola e os demais alunos tendentes a evadirem através de infreqüência. Quando a coordenação pedagógica, a direção e os professores devem adquirir conhecimento de casos de alunos que faltam a Escola, comunicar aos pais e procura saber dos reais problemas de sua ausência a Escola, desta forma, com certeza, os resultados serão mais positivos. Na verdade, mediante as reprovações e defasagem de conhecimento que se encontram os nossos alunos hoje, é preciso parar e refletir de que forma estamos avaliando nosso aluno, se esta avaliação está servindo apenas para aprovar ou reprovar o aluno, puni-lo ou apenas controla-lo, sem levá-lo a uma real melhoria na aprendizagem. A avaliação deve ser feita de forma a contribuir para formar o indivíduo respeitando suas diferenças e individualidades para que ele seja capaz de resolver os conflitos encontrados no dia-a-dia. Sendo assim um verdadeiro cidadão é capaz de exercer sua própria cidadania na prática e conscientizar os demais ao seu redor. De acordo com os levantamentos de dados sobre os diversos sistemas de avaliação, notamos o se grau de complexidade. Percebemos que, dependendo do uso que se faça da avaliação, o educador poderá estar condenando seus alunos a uma pena cruel, sem que ele perceba o que esta fazendo. Portanto se torna necessário a cada educador ao mesmo tempo dar condições para que nossos alunos possam exercer sua função como ajudante e construtor deste sistema, podendo entender o que é uma avaliação de desempenho escolar e que os profissionais que atuam na Educação possam se conscientizar que uma avaliação inadequada pode contribuir para uma total exclusão social.
| July 19
PSICOPEDAGOGIA: SER OU NÃO ECLÉTICO?(1)
Jobíola P. Caldeira(2)
“O equilíbrio está no meio termo”.
(Aristóteles)
Resumo:- Este artigo tem por finalidade compreender a necessidade da união entre as ciências psicologia e a pedagogia, abrangendo o conhecimento e a busca da pesquisa. Sendo principalmente uma ferramenta de suma importância para amparar as crianças que necessitam desses profissionais com um novo olhar dimensional e flexível. Assumir a postura de psicopedagogo (a) é sentir-se propriamente incluso nesta abordagem.
Palavras-chave:- pesquisa-incluso
Introdução
Sabe-se que, num trabalho prático, tem-se a necessidade da inscrição da psicologia e pedagogia para melhor diagnóstico e pesquisa, principalmente quando essas duas ciências unem suas bases para adquirir uma idéia minuciosa de diagnóstico e isso propicia uma diversidade em outras áreas desde fonoaudiologia, neurologia, terapeuta ocupacional, fisioterapia, nutricionismo, enfermagem, oftalmologia e psiquiatria entre outras ciências ocorrendo a multidisciplinariedade.
Psicologia
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““.
(1) Licenciatura e Bacharelado em Psicologia clínica e Educacional, desde 2002. | A psicologia direciona o indivíduo desde as fases da vida intra-uterina e o desenvolvimento com base e conceitos fundamentais para entender o sujeito em qualquer área.
O bebê ao nascer perde a relação simbiótica pré-natal que possuía com a mãe, e a satisfação plena da vida intra-uterina, a estrutura sensorial mais desenvolvida é a boca. A boca é estimulada e a luta pela sobrevivência e equilíbrio com esse vínculo não rompido num mesmo espaço faz-se necessário. Essa fase caracteriza-se oral, sendo a fase de reconhecimento total pela mãe.
Segundo Rappoport (1981) o reconhecimento como fase oral entre 0 a 1 ano.
Fase anal: 2º ano ao 3º ano devido, a libido sendo o desejo do oral passa para a fase anal é o controle do esfíncteres.
Fase fálica: é ter vontade de descobrir a diferenciação entre os órgãos genitais do menino em relação à menina.
Fase latência: aos 5 e 7 anos, o período que caracteriza a canalização das energias sexuais para o desenvolvimento social através de sublimações, típica nas escolas.
Fase genital: aos 11 anos estabelece a capacidade das escolhas e ideologias das crianças que passam por metamorfose de pré-puberdade e puberdade para a descoberta da adolescência.
A importância dessas fases é que elas são a base para a melhor compreensão dessa vasta clientela que consideramos como os “alunos” que vão desde infantil ao ensino fundamental e o médio. Tudo está conectado e o psicopedagogo precisa compreender desde as fases do desenvolvimento da criança é a sua própria história hereditária. Citando Thompson (1991)
É uma época especial em que a hereditariedade e a genética médica atinge um papel importante como disciplina central que lida com a variabilidade e hereditariedade humana e ao mesmo tempo desenvolvimento das abordagens e pesquisas que permitem novas descobertas.(p. 18).
As anomalias e as características deixam evidentes os procedimentos de como lidar com essa demanda. As crianças, na atualidade quando apresentam algumas limitações ou dificuldades podem abranger distúrbios de comportamentos tais como autismo infantil, agressividade, medo, fobia escolar, ciúme, timidez, fantasia, negativismo, agitação, inquietude, instabilidade, sexualidade e problemas familiares.
Com as mudanças ocorridas durante o século XX, tanto no campo das relações humanas como na educação, as pessoas foram aprendendo a respeitar as crianças entendendo que elas têm, sim, querer há pouco mais de três décadas nossos pais diziam com toda segurança “criança não tem querer” (Zagury ,p.13,2002)
Neste depoimento a psicóloga Anita Lílian Zuppo Abed, relata a diversidade entre a Psicologia e a Psicopedagogia na situação de jogo e a de aprendizagem.
O jogo configura um espaço na relação terapêutica que permite usá-lo como instrumento simultaneamente de diagnóstico (num olhar que busca compreender o modo de funcionamento da criança, que se mostra no seu jogar) e de intervenção (numa ação que busca explicitá-lo e problematizá-lo, promovendo conscientização e desenvolvimento da criança em sua ralação com a aprendizagem). Os conflitos podem se revelar num contexto de “folga”, tornando-se visíveis, concretizados num encontro que é, antes de qualquer coisa, lúdico.
A partir da reflexão sobre os registros das sessões de atendimento realizadas durante dois anos, cheguei à seguinte classificação dos jogos: 1) jogos de controle; 2) jogos de rapidez de reflexos; 3) jogos de ataque e defesa; 4) jogos de sorte e azar; 5)jogos de expressão.
Emergir diferentes conteúdos ou aspectos do psiquismo, em seus níveis cognitivo, afetivo e social pode ser melhor instrumentalizado pelo psicopedagogo a partir do seu conhecimento destas características. A estrutura do jogo configura o campo transferencial que se instala nas relações pessoais por ele mediadas. Compreender a estrutura do jogo ajuda-nos a compreender a dinâmica das relações circulares que ali se estabelecem.
Jogos de Controle
Estou denominando jogos de controle aqueles jogos que requerem uma precisão de movimento, um controle muscular refinado. Alguns exemplos: pega varetas, cai-não-cai (Estrela), aí vem o logo (Grow), jogo de botão. Vire a mesa (estrela) etc.
Os jogos de controle têm um efeito relaxante, eles exigem que os movimentos corporais sejam calmos, suaves e delicados. Tenho usado jogos de controle com crianças que precisam retardar respostas impulsivas, crianças que tentam resolver seus exercícios escolares rapidamente, sem refletir. Estes jogos exigem um planejamento, uma antecipação das conseqüências da ação. Esta ação deve ser cuidadosa em resposta a uma necessidade de se adaptar às condições da realidade que se impõem (esforço de acomodação).
Jogos de rapidez de reflexos
Nesta categoria, o que é solicitado ao jogador para que ele se dê bem é a rapidez com que a resposta (CORRETA!) deve ser dada, como acontece, por exemplo, no Tapa certo (Estrela), no Lince (Grow), no Diga logo (Coluna) etc.
O trabalho com estes jogos beneficia crianças que se distraem facilmente e que precisam, portanto, desenvolver a concentração; crianças que são muito lentas, que necessitam tornar-se mais rápidas e a mais ágil em suas tarefas; crianças retraídas, que ganham oportunidade de expandirem-se ao vivenciar situações excitantes; e, também, crianças muito excitáveis, pois o jogo implica em canalizar a energia direcionada para um objetivo. Em geral, é um jogo relaxante, para reequilibrar o nível energético.
Jogos de ataque e defesa
Os jogos de ataque e defesa abrem a possibilidade se viver intensamente, na situação de jogo (portanto dentro do contexto de “folga”), as questões ligadas à agressividade: o confronto direto, o destruir e ser destruído.
Os esquemas defensivos utilizados pelos indivíduos (ligados ao modo como lidam com a angústia) ficam evidenciados pela estratégia defensiva adotada no jogo. É um processo dialético de mudança: por um lado, o jogo abrindo espaço para a reestruturação dos modelos defensivos que vão se transformando através do jogar, e por outro, as transformações que vão ocorrendo durante o processo terapêutico que vão modificando a forma de jogar. O jogo de botão tem se mostrado excelente para se trabalhar essas questões. Assim como no futebol, os jogadores têm que desenvolver um esquema tático que equilibre o ataque, a defesa e o meio de campo que faz a ligação entre eles.
Jogos de sorte e azar
Existem vários jogos em que o grande determinante para a vitória ou a derrota é estar com sorte ou estar com azar. (por exemplo: Batalha, Uno, Roleta, jogos de trilha, jogos de dados etc.). Estes jogos atenuam o peso da estratégia, do pensamento, do ser mais habilidoso ou jogar melhor. A sorte não se desenvolve, não se aprimora, não depende de idade, sexo ou nível escolar, cultural ou social.
Ficar á mercê da sorte nas mesmas condições que o terapeuta, proporciona uma “folga” para a criança tanto a vitória como a derrota, ambos tão difíceis, tão carregados de emoções... As ansiedades ligadas às conquistas, ao saber, ao aprender... As frustrações ligadas aos erros, às dificuldades, ao não saber...
Jogos de Expressão
São aqueles que solicitam aos jogadores que passem mensagens através de desenho ou mímica. Exemplos: Mímica Jogo do Gugu (TV Game), Imagem &Ação (Grow) etc. o jogo traz a oportunidade de vivenciar situações lúdicas que as levam a se defrontar com este constrangimento, favorecendo-as a ultrapassá-lo.
Se Lida, então, com a questão da imagem, de como se mostrar diante do outro. Considero o constrangimento como parte integrante do processo de construção desta imagem, como se fosse uma membrana que filtra o que pode sair e o que deve ficar guardado no interior do ser. Simultaneamente, o jogo impõe uma problematização cognitiva através da necessidade de contextualizar a mensagem, para que o outro possa compreendê-la trabalhando, portanto, as relações de parte e todo fundamentais no processo de aprendizagem.
Pedagogia
Envolve-se não só o ensinar e adquirir conhecimento, vai muito mais além nas salas de aula, vai desde a linguagem, leitura e escrita psicomotricidade e biopsicosocial e espiritual.
A linguagem é o meio no qual manifestam os processos intelectuais superiores. A maneira mais desenvolvida de se realizar o contato social e sua função primordial, a comunicação social (Grüsper, p.259, 1987).
A psicomotricidade tem por finalidade o desenvolvimento motor que a criança deixa de ser criatura frágil da primeira infância e se transforma numa pessoa livre e independente do auxílio alheio. As atividades motoras desempenham também um papel importantíssimo em muitas das suas primeiras iniciativas intelectuais, enquanto explora o mundo que a rodeia com os olhos e com as mãos, fornecendo-lhe também os meios pelos quais fará grande parte dos seus contatos sociais com as outras crianças. Durante a vida inteira, a visão que uma pessoa tem de si mesma é influenciada pela sua percepção do próprio corpo e suas propriedades, da própria força e liberdade no desempenho de atividades físicas e intelectuais (Jersild, 1996).
Segundo Santos (1997)
A análise fenomenológica da pesquisa evidenciou o que ocorria neste espaço alternativo, que dava condições, por um lado, ao aluno de resgatar suas possibilidades para progredir na aprendizagem, e por outro, à professora de atuar como elemento facilitador do processo de aprendizagem do aluno, dando a ela, professora, condições de sentir-se realizada, compensada e feliz com seu trabalho.(p. 54).
Citar alguns aspectos da organização e encaminhamento do trabalho na escola.
1 - Sintetizando circunstâncias da atuação das professoras no trabalho com crianças com dificuldades no processo de escolarização.
- aproximar-se do aluno, aberta para percebê-lo no seu modo de ser (pensar, sentir e agir);
- buscar compreender o aluno, na sua riqueza de significados (organizações que o aluno faz, dando sentido ao mundo que o rodeia);
- considerar o aluno na sua condição existencial – de estar sempre se relacionando com outro ser humano, ou com as coisas ao seu redor;
- clarear a maneira do aluno se relacionar com outro ser humano e com as coisas;
- estar atenta à disposição básica com que o aluno se manifesta nas situações de aprendizagem (seguro, inseguro, temeroso, confiante, interessado, desinteressado,..)
- considerar na organização das aulas e proposição de atividades, as facilidades, dificuldades e interesses dos alunos;
- pronta e consistente em trabalhar com o emergente do grupo classe (atitudes, interesses);
- trabalhar valorizando as facilidades e respeitando os limites a serem superados (não rotular, medir);
- considerar o aluno com possibilidades de compreender para organizar o que está ao seu redor;
- considerar a experiência vivida e os conhecimentos que os alunos possuem, estimulando e valorizando suas contribuições e troca de informações;
- tornar viva a matéria a ser ensinada, aproveitando a experiência cotidiana dos alunos, atentar ao sentido que faz na vida deles (o aluno orientado pelas próprias relações significativas);
- estar atenta aos próprios sentimentos, valores e, a maneira de relacionar-se;
- organizar, pesquisar e refletir sobre suas aulas, buscando dispor de conhecimentos elaborados insignificativamente;
Dialogar e refletir sobre a própria atuação em sala de aula.
2 - Circunstâncias apontadas pelos alunos que os auxilia no processo de aprendizagem escolar.
- ser percebido e atendido nas suas necessidades e dificuldades;
- segurança, tranqüilidade e sentimento de capacidade para realizar as atividades escolares;
- respeito ao seu próprio ritmo de trabalho;
- relações de confiança e apoio com as professoras;
- ser percebido e considerado na sua vivência familiar e nos relacionamentos com os colegas fora da escola;
- relações de ajuda, troca e confiança com os demais alunos da sala;
- relações afetivas (companheirismo, consideração, respeito) com os demais alunos da sala;
- perceber e expressar suas afinidades e dificuldades quanto às diferentes áreas do conhecimento;
- possibilidade de estar aprendendo, superando limites e dificuldades.
3 - Sugestões para organização e encaminhamento de atendimento a alunos com dificuldades no processo de escolarização.
Quanto a organização acadêmica
- flexibilidade nos objetivos educacionais que deverão priorizar as necessidades dos alunos (físicas, emocionais, sociais);
- flexibilidade na seleção dos conteúdos, que deverá atender as necessidades e interesse do grupo de alunos (atenção ao sentido que têm na vida do aluno);
- flexibilidade na organização das aulas, selecionando materiais e recursos didáticos a partir das necessidades percebidas no grupo de alunos;
- flexibilidade para formação de grupos classes, cuidando da análise das características das crianças, maneira de ser e relacionar-se com os demais alunos, idade, conhecimentos adquiridos, diferentes de seriação.
Quanto à avaliação
- a avaliação deverá ser concomitante ao trabalho desenvolvido e contemplar o processo de ensino-aprendizagem, para fins de interferência e reorganização do mesmo (diferente de avaliação verificativa);
- deverá considerar as condições para a ocorrência da aprendizagem contemplando as relações:
- professor – aluno
- aluno – grupo classe;
- alunos e materiais ou recursos didáticos;
- alunos – propostas de ensino.
- deverá voltar-se para o aluno no seu processo de elaboração e considerá-lo nas suas possibilidade e ritmo de aprendizagem.
Quanto a supervisão e assessoramento do trabalho.
- garantir supervisão e assessoramento aos professores através de profissional especializado, formação psicopedagógica, focalizando:
- o sentido da educação fundamental para os alunos;
- o processo de aprendizagem do aluno;
- a relação professor-aluno, impregnada de valores, significados, hábitos e linguagem de cada um.
- as condições para a ocorrência da aprendizagem, buscando que o aluno compreenda e supere suas dificuldades;
- a troca de experiências e vivências com demais professores da escola.
Ao falar de alunos e escola tem que se enfatizar a sociabilização e a inclusão de escola é a continuação do lar.
“Se a vida não é originalmente significante, a compreensão resulta pra sempre impossível” (Ricoeur,1988).
A escola tem como objetivo a integração da criança facilitando seu acesso ao mundo dos adultos (Oliveira, 1997, p.19).
O aluno vem para o pedagogo como se fosse moldura a espera de ser manuseada e preparada para uma obra de arte. Por isso é importante fazê-lo sentir-se digno e respeitado, não importando a série na qual as crianças são inseridas. Elas necessitam de modelos positivos para melhor estrutura psíquica, porque as mudanças são constantes, mas, as bases são primordiais.
Psicopedagogia
Segundo Weiss:
Na prática diagnóstica é necessário levar em consideração alguns aspectos ligados, as três perspectivas de abordagem do fracasso escolar e a interligação do psicopedagogo, possibilitando uma abordagem global do sujeito em suas múltiplas facetas.
Aspectos orgânicos relacionados à construção biofisiológica do sujeito que aprende, podendo ocorrer alterações nos órgãos sensoriais que impedirão ou dificultarão o acesso ao conhecimento.
Aspectos cognitivos estariam ligados basicamente ao desenvolvimento e funcionamento das estruturas cognoscitivas em seus diferentes domínios. Ocorrendo desde aspectos ligados a memorização, atenção, antecipação e fatores intelectuais.
Aspectos emocionais estariam ligados ao desenvolvimento afetivo e sua relação com a construção do conhecimento e a expressão, através da produção escolar. A representação nos aspectos inconscientes envolvidos no ato de aprender.
Aspectos sociais estão direcionados a sociedade em que estão inseridas a família e a escola. Isto acontece porque dentro da escola modificações curriculares e pedagógicas que auxiliem a criança menos favorecida a ter uma melhor compreensão e se igualar com os consideradas os modelos dentro de uma sala de aula.
Aspectos pedagógicos contribuem muitas vezes para o aparecimento de uma metodologia do ensino, à avaliação, à dosagem de informações, à estruturação de turmas e organização geral.
Os instrumentos que utilizamos no diagnóstico psicopedagógico que tenham sido desenhados, estandartizados e estudados pela psicologia, e por conseqüência dirigidos ao estudo da personalidade, nossa leitura da produção desencadeada pelos mesmos, surgirá da especificidade própria da atividade psicopedagógica. Um diagnóstico psicopedagógico de uma criança ou adolescente busca responder a interrogações particulares, e questionam os profissionais sobre “por que não aprende”, não é unicausal. Encontram-se nos diagnósticos, explicações sobre a origem dos transtornos de aprendizagem, como as seguintes: “problemas de aprendizagem de etiologia orgânica”, “epilepsia”, “anoxia perinatal”, como se a organicidade por si só determinasse e explicasse o problema de aprendizagem.
A psicopedagogia institucional propõe uma atuação preventiva dentro do âmbito escolar, no sentindo de instrumentalizar a criança como um todo, propiciando-lhe uma educação integrada que compreenda as capacidades reais e adequadas à própria proposta pedagógica(Domingues, 1986; Rubinstein, 1987)
A orientação psicopedagógica, dentro dessa perspectiva, as duas psicopedagogias – clínica e institucional – estão referidas, visto que orientação psicopedagógica, visto que orientação psicopedagógica é entendida como “o processo pelo qual se proporcionam condições que facilitem o desenvolvimento do indivíduo, do grupo da instituição e da comunidade, bem como prevenção e solução de dificuldades existentes, de modo a atingir objetivos educacionais e pedagógicos” (definicação citado por Masini, 1984, publicada no jornal do CRP).
A prática psicopedagógica se refere, assim, as técnicas de intervenção que tratam dos “problemas de aprendizagem” e normalmente se conduz no sentido de trabalhar as possíveis raízes do problema e de resgatar os elementos essenciais à aprendizagem de qualquer conteúdo específico. Dentro desta ótica, se distância do enfoque tradicional da prática pedagógica, que se ocupava especificamente do conteúdo a ser aprendido, para se debruçar sobre as diferentes ordens de dificuldades que possam existir no ato de aprender e tentando, sobretudo, saná-las. A atuação do psicopedagogo também pode ser em escolas e hospitais como também em clínicas que se desenvolvem em diferentes modalidades de intervenção como clínico e preventivo.
A psicopedagogia não se diferencia em relação às outras ciências, quando abordamos a qualidade de vida desses indivíduos, requer do profissional que continua o campo de investigação, aperfeiçoamento e pesquisa. A qualidade do conhecimento acumulado é parcialmente determinada pelos caminhos pelos quais a realidade reage às nossas intervenções e pela correspondência deste conhecimento com o conhecimento que outras pessoas também construíram “(Sinclair, 1987, p.29)”.
Neste caso, o psicopedagogo como investigador procura, a partir dos dados diagnósticos e de evolução do tratamento, as formas e a qualidade do funcionamento das estruturas cognitivas e afetivas, numa conjugação entre o substrato biofisiológico do sujeito, suas experiências e as condições advindas de fora (Mamede Neves e outros 1989).
Porém, espera-se que comporte modelos conceituais capazes de representar certos aspectos da realidade, embora não se pretenda nunca que interprete a realidade inteira, porquanto a correspondência entre os modelos teóricos e seus correlatos empíricos é sempre uma correspondência de sistema em sistema (Bunge, 1969).
Segundo Vigotsky (1989) quando enfatiza que o “único bom ensino é o que adianta ao desenvolvimento”.
Considerações Finais
Para esses profissionais almejarem o melhor das crianças é necessário acreditar no seu potencial e nunca achar que sua história de vida não tem importância, sendo assim já não começaria ser a sua própria história.
A inclusão da psicopedagogia no ensino torna-se uma reciclagem para os profissionais da área educacional e da saúde, essa nova ciência amplia e mostra ainda mais o vasto campo de atuação e pesquisa. As outras áreas da ciência têm que manter a ética e incluir-se na importância de uma melhor qualidade de vida para essa demanda que necessita do serviço, seja ela em qualquer área, e sempre ser facilitadora e qualitativa em sua formação e atuação.
REFERENCIAS BIBILIOGRAFICAS
GRÜSPUN, H. Distúrbios Neuróticos da criança. Rio de Janeiro, 1987.
LUFT, E., Sobre a coerência do mundo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005.
NEVES, M. M. MA.(Coord.) O fracasso escolar e a busca de soluções alternativas.
Rio de Janeiro, PUC/RJ, PADCT – FINEP , relatório de pesquisa, 1989 (mimeo).
OLIVEIRA, C. G. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 1997.
RAPPORT, R.C., Fiori, R.W., Davis, C., Psicologia do desenvolvimento, Vol. 1
Teorias do desenvolvimento Conceitos fundamentais. São Paulo: EPU, 1981.
SOUZA, M.M. É impossível a psicopedagogia na escola? , Boletim AEP S.P., ano 4, nº9, dez. 1985, pp.11-15.
THOMPSON, M. W.,Mcinnes, R.R., Willard, H.F.Rio de Janeiro, Editora
Guanabara Koogan S.A., 1993.
ZAGURY, T., Limites sem trauma. Rio de Janeiro; Record, 2002, 43º edição.
WEISS,L.L.M., Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro, DP&A, 2004, 10ºedição.
July 17
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A importância da avaliação no ensino fundamental
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Resumo: Este artigo tem por objetivo levar os educadores a refletirem sobre a abordagem do sistema de avaliação do ensino e aprendizagem nas instituições escolares públicas e privadas a perceberem que não podem simplesmente medir e transformar de zero a cem a aprendizagem dos educandos. Para tanto utilizamos a pesquisa bibliográfica. Palavras – chave: Educação, Avaliação Escolar, Ensino – Aprendizagem.
1 . INTRODUÇÃO A educação brasileira tem como grande desafio dentro do contexto da atualidade promover a aprendizagem de todos os alunos e lhes assegurar uma trajetória de sucesso. Esta trajetória só será possível se o aspecto pedagógico tido como central passar a fazer parte de uma gestão que priorize formas de pensar, sentir e atuar para garantir a permanência do aluno na sala. Nessa perspectiva torna-se fundamental a constituição de um conceito de avaliação escolar que atenda às necessidades de escolarização das camadas populares, porque são elas que mais têm sofrido como o modelo de escola atual. E, se o movimento amplo da sociedade impõe um novo tipo de escola, impõe, também, a necessidade de um novo referencial para a constituição dos processos de avaliação. Questionam-se, assim, os processos de avaliação da aprendizagem dos alunos que estão, usualmente, centrados num desempenho cognitivo, sem referência a um projeto político-pedagógico de escola, e, ainda, o sentido das avaliações escolares que se têm direcionado, especialmente, para o ato de aprovar ou reprovar os alunos. Há diversas modalidades de avaliação que podem ser empregadas na escola, dependendo do que se pretende verificar. As formas de avaliação que, atualmente, parecem ser mais freqüentemente empregadas nas escolas são a prova escrita, os trabalhos em grupo, a auto-avaliação que alguns professores convidam seus alunos a fazerem sobre o seu próprio desempenho e a avaliação. Porém, a prova escrita, já que essa parece ser, ainda, o principal instrumento de avaliação empregado pela maioria das escolas.
2 . O PROFESSOR E AS FORMAS DE SE AVALIAR Tudo vai depender da maneira como são propostas as questões. Se a intenção não for apenas a de verificar quantas informações o aluno "guardou em sua cabeça", mas sim a de perceber como o aluno está aproveitando tudo o que ele aprendeu durante as aulas, para compreender os temas estudados no curso e para resolver problemas propostos pela disciplina estudada, então a prova pode ser um bom momento para professores e alunos efetuarem uma revisão de tudo o que foi – ou deveria ter sido aprendido – e perceberem o que ainda pode ser melhorado. Uma boa alternativa é permitir que os alunos re-elaborem as questões da prova nas quais não conseguiram um bom resultado, de modo que possam recuperar as falhas anteriores. A prova operatória constitui um instrumento de avaliação que corresponde a uma nova oportunidade dada ao aluno para ampliar o seu conhecimento sobre uma determinada matéria. É possível avaliar os alunos mediante a aplicação de provas sem que essa atividade seja, apenas, uma tarefa burocrática, a qual rouba dos professores e alunos tempo preciosos que poderia estar sendo dedicado ao desenvolvimento do ensino e do aprendizado. Para eles, uma prova pode ser considerada operatória quando:
Longe de ser mecânicos questionários, testes ou exercícios, for um momento a mais para o aluno viver internamente a construção ou reconstrução de conceitos ao longo do caminho da aprendizagem. Ou seja, um momento de aprendizagem, (HOFFMAN, 1994, p. 34).
Além de explicitarem os objetivos e as ações que devem ser cumpridos pela realização de uma prova, os autores desenvolvem a proposta no sentido de torná-la mais clara. As questões referem-se a temas atuais que tenham relevância para a compreensão do mundo, contribuindo para a reflexão do aluno sobre contexto histórico em que vive. O aluno que se vê convidado a refletir sobre o mundo que o cerca sente que não está respondendo a uma questão apenas porque o professor quer assim, mas percebe a importância do estudo de cada disciplina específica para o conhecimento de uma realidade da qual ele próprio faz parte. Sendo assim, a avaliação escolar deve permitir verificar não apenas a retenção de informações sobre a matéria pelo aluno, mas, principalmente, se os alunos estão sendo capazes de utilizar aquilo que aprenderam a partir dos exemplos dados pelo professor na compreensão de casos análogos. Segundo Demo (1996)
Avaliamos o êxito de qualquer ensino não pela capacidade de reprodução que o aluno tem do que lhe foi apresentado como informação ou caso exemplar, mas pela sua capacidade de construir soluções próprias a novos problemas, ainda que para isso ele recorra àquilo que lhe foi colocado como caso exemplar, ou seja, que ele lance mão das ‘soluções canônicas’ que lhe foram apresentadas.(p.186).
Para dar um exemplo, não podemos ter certeza de que um aluno aprendeu um novo idioma apenas ao verificar que reproduziu um texto escrito em alemão, pois, para tal basta ter boa coordenação e prestar atenção na tarefa. Evidentemente, contudo só poderemos dizer que uma pessoa aprendeu alemão quando observamos que ela é capaz de criar um novo texto em alemão e não apenas copiar. Ao avaliar as competências dos alunos é preciso definir adequadamente os objetivos que o aluno deve alcançar e levar em consideração ainda uma distinção no que se refere à correção para o aprendizado de informações. A modalidade diagnóstica consiste na sondagem, projeção e retrospecção das situações dos desenvolvimentos do aluno, permitindo constatar as causas de repetidas dificuldades de aprendizagem. Quando os objetivos não forem atingidos, são retomados e elaboram-se novas estratégias para que se efetue a produção do conhecimento.Segundo Sant'anna (1999). Esta modalidade deve ser feita no início de cada ciclo de estudos através de uma reflexão constante, crítica e participativa.(p.124). A avaliação possui três funções de fundamental importância para o processo educativo como diagnosticar, controlar e classificar. A função diagnóstica tem como objetivo identificar, analisar as causas de repetidas incapacidades na aprendizagem, evidenciando dificuldades em seu desempenho escolar, sendo que a função formativa ou de controle tem a finalidade de localizar, apontar as deficiências, insuficiências no decorrer do processo educativo, na qual os instrumentos deverão estar de acordo com os objetivos a serem atingidos. Quanto à função classificatória podemos dizer que frente a este contexto, o professor deve desenvolver o papel de problematizador, ou seja, problematizar as situações de modo a fazer o aluno, ele próprio construir o conhecimento sobre o tema abordado de acordo com o contexto histórico social e político o qual está inserido, buscando a igualdade entre educador-educando, onde ambos aprendem, trocam experiências e aprendizagens no processo educativo, uma vez que "não há educador tão sábio que nada possa aprender, nem educando tão ignorante que nada possa ensinar” (BECKER, 1997, p.147). Esse fato vem comprovar a interação do aluno no processo de ensino-aprendizagem em que cada um tem a ensinar para o outro, sendo que a avaliação é um elo entre a sociedade, as escolas e os estudantes. É necessário que ocorra uma conscientização de todos estes segmentos, onde a avaliação deve ser repensada para que a qualidade do ensino não fique comprometida, tendo o cuidado nas influencias nas histórias da vida do aluno e do próprio professor para que não haja, mesmo inconscientemente, a presença do autoritarismo e da arbitrariedade que a perspectiva construtivista tanto combate. Segundo Hoffmann (1.993).
Avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação - reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este devem propiciar ao aluno em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas.(p.134).
A avaliação escolar é um processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente quanto aos dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da produção humana. Segundo Luckesi (1995).
O ato de avaliar tem, basicamente, três passos: Conhecer o nível de desempenho do aluno em forma de constatação da realidade. Comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo. (qualificação)-Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.(p,148).
Neste sentido, é essencial definir critérios onde caberá ao professor listar os itens realmente importantes, informá-los aos alunos sem uma necessidade, pois a avaliação só tem sentido quando é contínua, provocando o desenvolvimento do educando. O importante é que o educador utilize o diálogo como fundamental eixo norteador e significativo papel da ação pedagógica. Freire argumenta que:
O diálogo é a confirmação conjunta do professor e dos alunos no ato comum de conhecer e reconhecer o objeto de estudo. Então, em vez de transferir o conhecimento estaticamente, como se fosse fixa do professor, o diálogo requer uma aproximação dinâmica na direção do objeto. (P. 125).
O diálogo é visto como uma concepção dialética de educação, pois se supera tanto o sujeito passivo da educação tradicional, quanto o sujeito ativo da educação nova em busca de um sujeito interativo. Faz-se necessário ao educador o comprometimento como profissional durante as suas inter-relações em que o compromisso não pode ser um ato passivo, mas sim a inserção da práxis na prática educativa de professor e aluno. Freire (1999), afirma que:
Se a possibilidade de reflexão sobre si, sobre seu estar no mundo, associada indiscutivelmente à sua ação sobre o mundo, não existe no ser, seu estar no mundo se reduz a um não poder transpor os limites que lhe são impostos pelo próprio mundo, do que resulta que este ser não é capaz de compromisso. É um ser imerso no mundo, no seu estar, adaptado a ele e sem ter dele consciência. (p. 123).
Por conseguinte, a avaliação qualitativa deve estar alicerçada na qualidade do ensino e pode ser feita para avaliar o aluno como um todo no decorrer do ano letivo, observando a capacidade e o ritmo individual de cada um. Desta forma, para haver uma avaliação qualitativa e não classificatória deve acontecer uma mudança nos paradigmas de ensino em relação à democratização do excesso da educação escolar e com isso haverá uma qualidade de ensino do educando onde acontecerá um sentido de evolução produtiva nos processos avaliativos. A auto-avaliação deve estar presente em todos os momentos da vida, uma vez que é o ato de julgar o próprio desempenho de aluno e professores. O educador deve se auto-avaliar, revendo as metodologias utilizadas na sua prática pedagógica. E a auto-avaliação do aluno para avaliar o professor deve servir como subsídio para a sua própria auto-avaliação, momento este que servirá para refletir sobre a relação e interação entre educando e educador. Portanto, o professor deve utilizar instrumentos avaliativos vinculados à necessidade de dinamizar, problematizar e refletir sobre a ação educativa / avaliativa da instituição. Propicia, portanto, condições para o aluno refletir sobre si mesmo e o que tem construído ao longo da vida. Uma grande questão é que avaliar envolve valor, e valor envolve pessoas. Quando se avalia uma pessoa, se envolve por inteiro – o que se sabe, o que sente, o que se conhece desta pessoa, a relação que se tem com ela. E é esta relação que o professor acaba criando com seu aluno. Então, para que ele transforme essa sua prática, algumas concepções são extremamente necessárias. O sentimento de compromisso em relação àquela pessoa com quem está se relacionando e reconhecê-la como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno, principalmente quando percebe nele, dificuldades oriundas e distúrbios mentais ou sensoriais.
3 . FATORES QUE PODEM AFETAR A APRENDIZAGEM E PREJUDICAR A AVALIAÇÃO. O sistema nervos comanda todos os outros sistemas do nosso corpo. Por esse motivo, ele interfere em várias atividades humanas, especialmente no campo da aprendizagem. Muitos distúrbios neurológicos podem atingir tanto crianças quanto adultos, causando problemas de fala, de locomoção, de memória, do próprio funcionamento do cérebro (raciocínio) etc. Esses distúrbios prejudicam qualquer tipo de aprendizagem. Devemos reconhecer as inúmeras diferenças, entendê-las e respeitá-las. Percebe-se que em todas as Escolas, em todas as séries, encontram-se alunos com problemas de aprendizagem, agressividade e com pouca estimulação para estudar. Estes alunos, muitas vezes são discriminados e apontados como alunos problemas. São alunos que algum momento apresentaram problemas em seu desempenho escolar, e nada foi feito ou muito pouco para compensar o que não aprenderam. Para a Escola, às vezes representam casos perdidos, que quanto mais rotulados mais problemas representam. Segundo Fernandez (1991).
Uma mensagem que precisa ser decodificada pelo professor é uma mensagem que a criança emite, como um grito de desespero de incompreensão do que acontece; é um pedido falido de ajuda, (p.136).
O trabalho pedagógico deveria partir de uma auto-avaliação do professor quanto a sua postura. Quais são seus anseios, suas metas, suas frustrações? Após olhar para bem dentro de si, só então, é que o educador pode olhar para o aluno como mediador, não só de conhecimento, mas também de carinho, compreensão e ajuda mútua. Ser professor não é só passar conteúdos, mas ajudar na formação para se tornar um cidadão feliz. O potencial de cada criança deve se buscar inesgotavelmente e expandir este potencial por intermédio de uma orientação individualizada de acordo com a capacidade de cada um. Toda criança possui um potencial pronto para ser expandido, pois é seres que se desenvolvem continuamente. Um dos principais objetivos do professor e dos pais é de instigar o interesse e o amor da criança pelos estudos. Se a criança não for motivada não terá interesse em aprender. É preciso dar-lhe o empurrão inicial, colocá-la em movimento, transmitir-lhe animo. De acordo com as características individuais dos alunos, o professor poderá definir os tipos de testes de prontidão a que eles deverão ser submetidos para atingir um bom nível inicial de aprendizagem assim estará evitando futuros distúrbios de aprendizagem. Por isso, cada caso deve ser avaliado particularmente, incluindo na avaliação o entorno familiar e escolar. "Distúrbio neurológico" misterioso e não-detectável. . . 4.CONSIDERAÇÕES FINAIS Após termos estudado e pesquisado sobre este assunto ‘’ A Importância da Avaliação no Ensino Escolar’’, foi possível deparar com dados realmente preocupantes referente à educação, concernente à avaliação da aprendizagem em nosso Brasil, e principalmente nas escolas onde os professores se encontram distantes do acesso à Universidade para poderem capacitar-se, dando seguimento na busca de conhecimento para melhor aprender avaliar a fim de não prejudicar os seus alunos. É preciso levar a sério a Educação. E isto só se faz através da prática construtiva. É necessário refletir na atual situação em que se encontra a Educação, e tornar-nos consciente, tomando algumas medidas para melhor saber desenvolver os conteúdos educacionais, usando formas coerentes para melhorar o sistema de avaliação de nosso país, para que nossos educandos sejam no futuro verdadeiros cidadãos conhecedores, participantes e formadores de consciência concernentes à cidadania ao seu papel como cidadão. As formas de avaliação tradicionais usadas em nosso país têm tomado rumo desastroso em nossas escolas e promovido números assustadores de evasão, A Educação é um direito que deve ser assegurado a todos, através de ações desenvolvidas pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade. Mas nem sempre esses direitos são respeitados. Assim, os gestores e professores devem amenizar os problemas da evasão nas instituições brasileiras, trabalhando diretamente com a sociedade e os pais dos alunos evadidos, conscientizando-os da necessidade da permanência de seus filhos na Escola e os demais alunos tendentes a evadirem através de infreqüência. Quando a coordenação pedagógica, a direção e os professores devem adquirir conhecimento de casos de alunos que faltam a Escola, comunicar aos pais e procura saber dos reais problemas de sua ausência a Escola, desta forma, com certeza, os resultados serão mais positivos. Na verdade, mediante as reprovações e defasagem de conhecimento que se encontram os nossos alunos hoje, é preciso parar e refletir de que forma estamos avaliando nosso aluno, se esta avaliação está servindo apenas para aprovar ou reprovar o aluno, puni-lo ou apenas controla-lo, sem levá-lo a uma real melhoria na aprendizagem. A avaliação deve ser feita de forma a contribuir para formar o indivíduo respeitando suas diferenças e individualidades para que ele seja capaz de resolver os conflitos encontrados no dia-a-dia. Sendo assim um verdadeiro cidadão é capaz de exercer sua própria cidadania na prática e conscientizar os demais ao seu redor. De acordo com os levantamentos de dados sobre os diversos sistemas de avaliação, notamos o se grau de complexidade. Percebemos que, dependendo do uso que se faça da avaliação, o educador poderá estar condenando seus alunos a uma pena cruel, sem que ele perceba o que esta fazendo. Portanto se torna necessário a cada educador ao mesmo tempo dar condições para que nossos alunos possam exercer sua função como ajudante e construtor deste sistema, podendo entender o que é uma avaliação de desempenho escolar e que os profissionais que atuam na Educação possam se conscientizar que uma avaliação inadequada pode contribuir para uma total exclusão social.
| June 08
MATAS VERDES
Há mais de quinhentos anos
Que este evento se cumpriu
Herdou um nome tão lindo
É chamado de Brasil
Matas verdes e céu tão límpido
Que muitos olhos não viram
Tudo isso é lembrança
Do nosso querido Brasil
Céu azul águas brilhantes
Parecia um cristal
Tudo isso nos retrata
Nosso hino nacional
Mas passando alguns tempos
Tudo se modificou
As águas ficaram sujas
O verde quase acabou
O céu que era tão límpido
Nada disso mais restou
Só podemos ver fumaças
E o azul se misturou
Águas limpas poluíram-se
A riqueza se acabou
Os nativos dessa terra
Pouco deles nos restou
Vejam o céu tão poluído
Verde quase não tem mais
Só se vê petróleo em águas
E morte dos animais
Povos livres brasileiros
Lutai com dedicação
Defendei nosso Brasil
Contra essa poluição
Autor: João do Rozario Lima
Seringueiras - Rondônia. 05 / 06 / 2007.
December 24
DESEJO A TODOS DE TODA A MINHA ALMA
QUE DEUS ILUMINE O CORAÇÃO DE TODOS QUE HABITAM SOBRE A TERRA
PROMOVENDO AMOR, BENEVOLÊNCIA, SINCERIDADE E HARMONIA.
NÃO SÓ NESTE NATAL, MAS EM TODOS OS DIAS DE VIDA QUE PERMANECERMOS NE
STE UNIVERSO.
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